10 de mar de 2015


AUTO-JULGAMENTO
 Emmanuel 

 Se te decidires a praticar compreensão, adiantar-te ás, consideravelmente, no caminho do amor, em direção à paz que se te fará suporte à felicidade. Para isso, é imperioso te situes no lugar dos outros; de modo a que não percas tempo, com qualquer julgamento leviano, capaz de arrojar-te em complicações e enganos, por vezes, de lastimável e longa duração. Se te observares na condição do agressor, imagina quão valioso se te faria o perdão daqueles a quem houvesse ferido, após reconheceres que te desmandaste num momento de desequilíbrio e loucura. Fosses a pessoa encarcerada em penúria e doença e saberias agradecer os gestos espontâneos de quem te doasse alguns minutos de reconforto ou leves migalhas de auxílio. Caso te visses no lugar da pessoa caída em tentação, reflete se poderias haver resistido, com mais eficiência, ao assédio das sugestões infelizes. Estivesses na posição daqueles que controlam a fortuna ou o poder, a influência ou a autoridades e examina, por ti mesmo, qual seria o teu comportamento. Colocando-te na situação dos companheiros em lágrimas que viram partir entes amados, sob a neblina da morte, mentaliza a extensão do sofrimento que te dilapidaria o coração ao perder a companhia daqueles que mais amas. De quando a quando, sujeita-te, no silêncio, aos testes dessa natureza, dialogando intimamente de ti para contigo e descobrirás em ti as fontes de renovação espiritual a te nutrirem os sentimentos com novos princípios de tolerância e humanidade. Realmente, advertiu-nos Jesus: - “Não julgues para não serdes julgados.” O Divino Mestre, entretanto, não nos proclamou impedidos de julgar a nós próprios, de modo a revisarmos nossos ideais e atitudes, colocando-nos finalmente a caminho da própria sublimação.
(livro Algo Mais.Ed Ideal Cap.28)

8 de mar de 2015


EVANGELHO NO LAR
1. Escolha o dia de sua preferência. Sugerimos um dia de fácil memorização, por exemplo, segunda ou sexta-feira.

2. Escolha um aposento silencioso e agradável da casa, de preferência a sala de jantar, e que esteja com os aparelhos eletro-eletrônicos desligados.

3. Coloque uma jarra com água sobre a mesa, para fluidificação. Na falta dessa podem ser utilizados copos, qualquer um, em número correspondente aos integrantes do Evangelho.

4. Sentar-se à mesa sem alarde e sem barulho.

5. Fazer a prece de abertura, a que toque mais fundamente o sentimento familiar. Pode ser uma prece pronta ou uma prece espontânea, o importante é, repetimos, o sentimento da fé e a confiança na Proteção Divina.

6. Após, fazer uma leitura breve de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Comentar com palavras próprias o trecho lido. No início poderá existir certa timidez mas, com o correr do tempo, os comentários surgirão espontaneamente pois que os Espíritos amigos estarão auxiliando na compreensão dos textos selecionados.

7. Os demais integrantes poderão tecer comentários também, caso o desejem, mesmo que estes levem a assuntos pessoais e/ou a diálogos, naturalmente que sempre pertinentes ao tema em foco. O Evangelho no Lar é antes de tudo uma reunião de Espíritos reencarnados no mesmo ambiente, buscando através da prece, da elevação de pensamentos e do diálogo fraterno, o amparo e o auxílio do Mais Alto para seus problemas e necessidades. Não deve ser jamais solene ou ritualístico, com palavras e movimentos decorados a lembrar missas e demais cultos.

8. Para incentivar a participação dos filhos ou demais membros, com exceção do pequeninos, é conveniente pedir que leiam mensagens espíritas, para reflexão do grupo. Incentivar também, com carinho, o comentário após a leitura. Sugerimos aqui os livros Fonte Viva e/ou Pão Nosso, de Emmanuel, Agenda Cristã e/ou Sinal Verde, de André Luiz.
9. Proferir a prece de encerramento e rogar, como exemplo, pela paz, harmonia, saúde e felicidade dos membros da reunião e de todos com os quais convivem. Desejando, rogar também pelos doentes, desamparados e infelizes da Terra. Por último, pedir a bênção de Deus para os familiares desencarnados, sem temor. A lembrança da prece alegra e pacifica os que partiram.

10. É completamente desaconselhável qualquer manifestação mediúnica durante o Evangelho no Lar.

11. Servir, após a prece de encerramento, a água fluidificada.

12. Tempo: o necessário para a família. Sugerimos uma reunião de 15 a 30 minutos. Música: sim, se for do agrado de todos. Sugerimos música instrumental, em volume baixo.
Elaborado pelo Instituto André Luiz
Site Espírita André Luiz - www.institutoandreluiz.org/

SER ESPIRITA DE BEZERRA DE MENEZES





    Ser Espírita

    ... Ser  espirita é ser cristão, viver religiosamente o Cristo de Deus em toda a intensidade do compromisso, caindo e levantando, desconjuntando os joelhos e retificando os passos, remendando as carnes dilaceradas e prosseguindo fiel em favor de si mesmo e da era do Espírito Imortal.

    Chamados para esta luta que começa no país da conscência e se exterioriza na   indimensionalidade geográfica,além das fronteiras do lar, do grupo social, da pátria, em direção do mundo, lutai para serdes escolhidos. Perseverai para receberdes a eleição de servidores fiéis que perderam tudo, menos a honra de servir; que padeceram, imolados na cruz invisível da renúncia, que vos erguerá aos páramos da plenitude.
    Jesus, meus filhos – que prossegue crucificado pela ingratidão de muitos homens -, é livre em nossos corações, caminha pelos nossos pés, afaga com nossas mãos, fala em nossas palavras gentis e só vê beleza pelos nossos olhos fulgurantes como estrelas luminíferas no silêncio da noite.








Linda Mensagem
Perdão - Carlos Baccelli



Evocações Particulares 
MÃE, ESTOU AQUI!
A Sra. *** havia perdido, há alguns meses, sua filha única, de catorze anos, objeto de toda sua ternura e muito digna de seu pesar, pelas qualidades que dela prometiam fazer uma mulher perfeita. Essa jovem havia sucumbido a uma longa e dolorosa doença. Inconsolável com essa perda, dia a dia a mãe via sua saúde alterar-se, repetindo sem cessar que em breve iria reunir-se à filha. Instruída da possibilidade de comunicar-se com os seres de além túmulo, a Sra. *** resolveu procurar, numa conversa com a filha, um alívio para sua pena. Uma senhora de seu conhecimento era médium; mas as duas, com pouca experiência para semelhantes evocações, sobretudo em circunstância assim tão solene, rogaram me que as assistisse. Éramos apenas três: a mãe, a médium e eu. Eis o resultado dessa primeira sessão: A mãe: Em nome de Deus Todo-Poderoso, Espírito Júlia ***, minha filha querida, peço-te que venhas, se Deus o permitir. Júlia: Mãe! Estou aqui! A mãe: És tu mesma, minha filha, que me respondes? Como posso saber que és tu? Júlia: Lili. (Era um pequeno apelido familiar dado à jovem em sua infância; não era conhecido nem da médium, nem de mim,considerando-se que, há vários anos, só a chamavam pelo seu nome de Júlia. A esse sinal, a identidade era evidente; não podendo dominar a emoção, a mãe explode em soluços). Júlia: Mãe! Por que te afliges? Sou feliz, bem feliz: não sofro mais e te vejo sempre. A mãe: Mas eu não te vejo. Onde estás? Júlia: Aqui, ao teu lado, minha mão sobre a Sra. *** (a médium) para fazer-lhe escrever o que te digo. Vê a minha letra (a letra, de fato, era de sua filha). A mãe: Dizes: minha mão; tens, então, um corpo? Júlia: Não tenho mais aquele corpo que tanto me fazia sofrer, mas lhe guardo a aparência. Não estás contente por que eu não sofro mais e posso conversar contigo? A mãe: Se eu te visse, então, reconhecer-te-ia? Júlia: Sim, sem dúvida, e já me viste muitas vezes em teus sonhos. A mãe: De fato, já te revi em meus sonhos, mas pensei que fosse efeito da imaginação; uma lembrança. Júlia: Não; sou eu mesma que estou sempre contigo e procuro consolar-te; fui eu que te inspirei a idéia de evocar-me. Tenho muitas coisas a te dizer. Desconfia do Sr. ***; ele não é sincero. (Esse senhor, conhecido apenas da mãe, e citado assim espontaneamente, era uma nova prova de identidade do Espírito que se manifestava.) A mãe: Que pode, pois, fazer contra mim o Sr. *** Júlia: Não te posso dizer; isto me é proibido. Apenas te advirto para desconfiares dele. A mãe: Estás entre os anjos? Júlia: Oh! Ainda não; não sou bastante perfeita. A mãe: Entretanto, eu não via nenhum defeito em ti; tu eras boa, doce, amável e benevolente para com todos; isso não basta? Júlia: Para ti, mãe querida, eu não tinha nenhum defeito; e eu o acreditava, pois mo dizias tantas vezes! Mas, agora, vejo o que me falta para ser perfeita. A mãe: Como adquirirás as qualidades que te faltam? Júlia: Em novas existências, que serão cada vez mais felizes. A mãe: É na Terra que terás essas novas existências? Júlia: Nada sei quanto a isso. A mãe: Considerando que não havias feito o mal durante tua vida, por que sofreste tanto? Júlia: Prova! Prova! Eu a suportei com paciência, por minha confiança em Deus; sou muito feliz hoje, por isso. Até breve, mãe querida! Em presença de semelhantes fatos, quem ousaria falar do vazio do túmulo, quando a vida futura se nos revela assim tão palpável? Essa mãe, minada pelo desgosto, experimenta hoje uma felicidade inefável em poder conversar com a filha; não há mais separação entre elas; suas almas se confundem e se expandem no seio uma da outra, pela permuta de seus pensamentos.
Revista Espirita Jan 1858





Trecho do livro e avida continua..Cap 13 , pg102— E porque Deus permite a formação desses quistos gigantescos deperturbação e desordem? — inquiriu Ernesto, num rasgo de lógica humana.— Ah! meu amigo — obtemperou o Irmão Cláudio —, sempre queindagamos de nossos Maiores porque não interfere a Divina Providência nocampo da inteligência corrompida no mal, a resposta invariável é que o Criadorexige sejam as criaturas deixadas livres para escolherem o caminho deevolução que melhor lhes pareça, seja uma avenida de estrelas ou uma veredade lama. Deus quer que todos os seus filhos tenham a própria individualidade,creiam nele como possam, conservem as inclinações e gostos maisconsentâneos com o seu modo de ser, trabalhem como e quanto desejem ehabitem onde quiserem. Sômente exige — e exige com rigor — que a justiçaseja cumprida e respeitada. «A cada um será dado segundo as suas obras.»Todos receberemos, nas Leis da Vida, o que fizermos, pelo que fizermos,quanto fizermos e como fizermos. De conformidade com os Preceitos Divinos,podemos viver e conviver uns com os outros, consoante os padrões de escolhae afetividade que elejamos; entretanto, em qualquer plano de consciência, domais inferior ao mais sublime, o prejuízo ao próximo, a ofensa aos outros, acriminalidade e a ingratidão colhem dolorosos e inevitáveis reajustes, na pautados princípios de causa e efeito que impõem amargas penas aos infratores.Somos livres para desenvolver as nossas tendências, cultivá-las e aperfeiçoá-las, mas devemos concordar com os Estatutos do Bem Eterno, cujos artigos eparágrafos estabelecem sejam feitas e mantidas, no bem de todos e no amparodesinteressado aos outros, as garantias de nosso próprio bem.